Ter um blog está definitivamente na moda, nem que seja para escrevermos daquelas coisas que ninguém quer ouvir...bem!!... como eu não ligo muito a essas coisices de moda, devo estar mesmo com necessidade de dizer coisas parvas e que não interessam nem ao menino Jesus :D Vamos lá ver o que sai daqui.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Vou-me mazé dedicar á pesca...


Há três mêses que não escrevo...esta vida de estudante de Enfermagem é complicada, consome-me todos os minutinhos...(estamo-nos sempre a queixar, típico do Português...enfim)


Tenho andado a reparar que os estudantes são mesmo uns desesperados... mas até dizem umas frases engraçadas quando estão em períodos complicados...

"queria ter tempo ao menos para ir ao WC descansada"

"em pânico..."

"a trabalhar, não me incomódem"

"vou-me atirar a um poço"

"a trabalhar no trabalho grrrrr"

...


O que vale é que no fim corre sempre tudo bem...tanto stress para quê?? Dizem que irrita a pele...


tenham calma jovens... não façam tempestades em copos de água (isto é quase que um auto-conselho...)


Pandora 2009 (parece que tive dois minutos para respirar...ah e para ir ao WC lol)

sábado, 4 de Julho de 2009

Internamento Compulsivo em Saúde Mental - Reflexão

Após ter analisado o descrito na bibliografia relativamente a este tema controverso que é o internamento compulsivo, constato que se por um lado parece violar alguns direitos humanos e do utente, por outro lado, e aquando de uma aplicação correcta da lei, desenvolve-se em prol do bem-estar e melhoria do estado de saúde das pessoas com perturbações mentais graves, sua família, amigos, e de uma forma geral das pessoas que com elas convivem diariamente.


Relativamente á minha forma de encarar a doença mental, aceito-a como algo existente, mas realmente complicado de compreender e avaliar pela subjectividade que encerra. Julgo que os casos de doença mental merecem tratamento especializado mas também acredito que o internamento compulsivo deve ser sempre a ultima opção. Em caso de inevitável necessidade, a lei parece regular de forma clara o modo como se deve proceder e em que situações deve ser feito. No entanto, é necessário que seja devidamente utilizada.


Pelo facto de existir uma lei não podemos dizer que os problemas se esgotam, nem que a sua aplicação é fácil, até porque quando se trata de julgar pessoas o assunto nunca é simples e ai surgem os problemas éticos para tornar as tomadas de decisão ainda menos passivas.
A grande questão que aqui se levanta prende-se com a privação da liberdade, que é um direito descrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos e a qual acredito não ser merecedora de imposição de limites.


Se está certo que a situação de doença diminui a autonomia da pessoa impondo-lhe parâmetros mais estreitos de liberdade, também é certo que este é um tema controverso, pois quando falamos de liberdade, logo formulamos o nosso próprio conceito. Como tal a avaliação clínico-psiquiátrica é feita com base no conceito de liberdade da pessoa que a realiza, naturalmente com uns limites impostos por certos parâmetros do saber médico e jurídico previamente estabelecidos, mas sempre influenciado pelas convicções pessoais do indivíduo que procede á avaliação. É ele que no final apresenta um parecer relativamente á autonomia que o indivíduo com doença mental tem para proceder ás suas próprias escolhas, decidindo ele, com a influência de terceiros, ou não, o internamento sem o consentimento da pessoa em causa.


É certo que segundo a lei, o internamento compulsivo só é aplicado os indivíduos portadores de anomalia psíquica grave que causem, através da força, situações de perigo para bens jurídicos, e que se recusem ao tratamento médico necessário, ou indivíduos sem discernimento para avaliar o sentido e alcance do consentimento (artigo12º - lei nº 36/98, de 24 de Julho). No entanto a avaliação clínico-psiquiátrica é influenciada por factores externos, nomeadamente por pessoas próximas ao doente e que por diferentes razões, exercem uma pressão relevante para que o internamento aconteça, exagerando muitas vezes na descrição dos sintomas. Nestes casos, e mesmo indicando o saber médico que a intervenção deve ser baseada no principio da beneficência, pode incorrer-se em erros e proceder ao internamento compulsivo de pessoas que na verdade apresentam autonomia suficiente para tomar decisões relativas á sua saúde. Ou seja, julgo que na avaliação clínico-psiquiátrica não chega avaliar a pessoa em causa, mas que é necessário ter em conta todos os factores externos e perceber se a pressão de terceiros tem como intuito ajudar, ou se o objectivo é complicar ainda mais o processo. Também é necessário ter em conta que cada caso é um caso, pelo que a abordagem deve ser sempre ciente das particularidades de cada situação.


É dito que o internamento compulsivo evita danos ao indivíduo e aos outros, e ajuda algumas pessoas com doença mental a obter o seu direito à saúde, o que a doença as impede de fazer voluntariamente (OMS; 2005; pp.61). De certa forma, e a meu ver estamos a obrigar alguém a ter o direito a algo que na verdade não quer, parece que o direito á saúde deixa de ter o valor de direito e passa a um dever, uma obrigação. De certa forma, parece que as pessoas com perturbação mental grave têm a “obrigação” de receber cuidados de saúde.


É também mencionado que internar compulsivamente uma pessoa, não pode ser encarado como uma forma de limitar o direito á liberdade, mas sim como uma forma de devolver á pessoa uma liberdade plena, que está diminuída pelo factor doença (LIMA; 2007; pp. 115).


Parece-me ser um bom argumento para explicitar que afinal não se está a infringir o direito á liberdade da Declaração Universal dos Direitos Humanos, nem o direito ao consentimento informado dos direitos do utente, e que apenas se está a tentar que a pessoa possa usufruir desse direito ao máximo. Primeiro nada garante que a privação temporária da liberdade recorrendo ao internamento compulsivo terá eficácia, depois existem outras formas mais benévolas de se proceder, as quais precisam ser trabalhadas, pois tal como refere a OMS muitas pessoas admitidas compulsivamente, só o são porque o fornecimento de tratamento humanitário e a oportunidade para a admissão voluntária são mal trabalhados.


É também relevante fazer uma avaliação precisa e exacta de cada situação de modo a avaliar em que casos concretos se deve optar por primar pelo principio da beneficência em detrimento do principio da autonomia, tentando não incorrer da violação quer do direito ao consentimento informado quer do direito á liberdade.


Penso que o problema do internamento compulsivo não pode tornar utópicos os direitos do homem e do utente existentes. Sendo assim creio que tudo depende do bom senso dos profissionais de modo a que as suas acções sejam conscientes e visem realmente o beneficio da pessoa com doença mental, para isso é necessário aplicar bem a lei, proceder a uma avaliação correcta das situações e optar pelo internamento compulsivo apenas em casos de extrema necessidade e quando os outros métodos de tratamento se revelarem incapazes.


No caso de o internamento acontecer julgo ser muito importante salvaguardar os direitos estipulados na Lei da Saúde Mental relativamente á pessoa internada compulsivamente, papel que pode ser desempenhado pelo enfermeiro, devendo este actuar de modo a respeitar sempre os direitos da pessoa com base nos princípios e valores, deveres e responsabilidades presentes no Código deontológico.


De um modo geral acredito que o internamento compulsivo pode ter os seus benefícios nos casos extremos de perturbação psíquica, mas que deve ser utilizado sempre como último recurso. Por outro lado parece um procedimento que vai completamente contra certos direitos da pessoa que devem ser salvaguardados pelos profissionais de saúde como a liberdade o consentimento informado.


Outro ponto que merece importância é a forma como a avaliação clínico-psiquiátrica é realizada, sendo que quanto maior a qualidade desta acção mais correcta será a decisão final. É ainda importante que a lei também seja aplicada correctamente e que se perceba que cada pessoa é única, necessitando de intervenções específicas e de qualidade.


No entanto e apesar de toda as ideias expostas pelos diferentes autores relativamente ao assunto, sei que este continuará a ser um tema controverso e que dificilmente se chegará a um consenso, contudo espero que a aplicação deste tipo de internamento se realize cada vez de forma mais consciente e visando apenas os benefícios para a pessoa com doença mental.

Pandora 2009

quinta-feira, 28 de Maio de 2009

O que vê Senhora Enfermeira?!?!

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O que vê Senhora Enfermeira?!?!

Eu sou gente, sou multidão…
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Gente que sente, que ri e chora, que vê o que tu não vês…
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Sou imaginação hiperbólica semeada em terras férteis…
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Sou maluco…o que é a loucura senão um estado de ser?!...
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Em mim há sonhos como há em ti…
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Alucinante a loucura que nos deixa ser mais do que aquilo que somos…
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...E que por vezes nos aprisiona onde não queremos…
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mergulhada no fascinante mundo da Saúde Mental
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Pandora 2009

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Eu Indefinida

“ Eu não sou eu, nem sou outro. Sou qualquer coisa de intermédio”

...Eu mesma, num balanço equilibrado entre o isto e o aquilo, algures no meio do vulgar e do extraordinário. É um género de amizade secreta com uma certa demência, onde a memória é mantida intacta e misturada com uma pitada de estranheza ou loucura. Dispenso regularidade, oscilo numa bipolaridade de comportamentos entre o eu e o outro, porque eu não sou, vou sendo…

…definições para quê?!
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Pandora 2009 (pode ser que um dia destes encontre uma imagem para este post)

sexta-feira, 10 de Abril de 2009

A Páscoa...

...Não deixa de ser uma altura do ano interessante, principalmente porque estou de férias, mas também é sem dúvida um acontecimento que me põe confusa.
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Primeiro os coelhos que se lembram de pôr ovos… talvez seja porque as galinhas metem férias nestes dias… se assim for é compreensível. Mas ainda há outra coisa por explicar que também me dá nós na cabeça… mas afinal não devia ser a coelha a pôr os ovos ?!? Pôr ovos é coisa de gaja…digo eu.
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Depois de tanto acontecimento que ninguém percebe muito bem, ainda há o pormenor dos ovos serem de chocolate, esta não consigo explicar por mais que tente…
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Outra situação muito interessante desta época é achar-se que os dias são Santos e como tal temos de jejuar e fazer abstinência sexual…não compreendo até que ponto estes actos podem beneficiar o evento.
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…Ah e tal…dizia o padre no Domingo passado (não é que eu frequente Igrejas mas fui mesmo obrigada a faze-lo…) “ meus filhos a partir de quinta á tarde tentem não comer mais nada…ah! e não se esqueçam da abstinência (sexual ele não disse) ”. Pronto Sr. Padre, espero que passe bem nestes dias de jejum…porque abstinência suponho que já faça o ano inteiro…qualquer coisinha dirija-se ao serviço de urgências que lá estaremos prontinhos para lhe colocar um sorinho glicosado na veia…
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E é assim a PÁSCOA…
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Só me resta desejar-vos uns dias muito felizes, não por ser Páscoa, mas porque dias felizes vêm sempre a calhar….

Pandora 2009 (com todo o respeito a quem acredita nestas religiosidades)

terça-feira, 24 de Março de 2009

Eu ando pelo mundo…

E presto atenção …

Avisto continentes roubados por um bando de engravatados

Sapateiros de elite de pés descalços pelo chão

E a saúde e a educação, vejo pouco, muito pouco

E aqueles que desviam o dinheiro do meu povo, os ladrões digo eu…
…Mas já nem o dicionário está do meu lado

Enésimos desempregados recém licenciados

Religiões vividas ao extremo por um monte de atrofiados

Ecologistas doentes, a morrer anémicos para preservar as
espécies

Um bando de dementes que só porque falam Inglês acham que podem controlar o mundo…e eu…

…Eu ando pelo mundo…

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Pandora 2009

sexta-feira, 13 de Março de 2009

Só queria...

... acordar sem horas marcadas; deixar o trabalho para quem gosta de trabalhar; correr o mundo sem destino e não gastar um tusto; comer apenas o que gosto; vestir o que quero; andar a altas horas na rua sem sentir medo; ficar horas no banho sem me preocupar com a factura da água; esgotar recursos sem que me apontem o dedo; correr sem nunca me cansar; conhecer o desconhecido; falar sem medo com todos os que por mim passam; dizer tudo o que me apetece sem sofrer represálias; poder viajar no tempo; ler apenas o que me interesa; estudar sem obrigação; beber sem cair; correr riscos sem me arriscar …. Ser livre sem a angústia da opressão determinada por causas incontroláveis.
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Para quê tanto DETERMINISMO ?!?!?
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Pandora 2009 (grrr...que desespero não ser livre)

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

ECO- insensível? Talvez!!

Neste aquário densamente povoado, onde é proibido respirar para não libertar CO2, onde os motores estão sujos das dejecções constantes por trabalharem só a metade de modo a poupar energia. Nem os mais fortes sobrevivem á opressão das águas turvas e frias das resistências desligadas que tocam as espinhas e as paralisam numa dança lenta de cabeça para baixo, empurrando o corpo adelgaçado em direcção ás pedras lavadas e lambidas por todos e mais alguns que neste cemitério controlado perderam ou perderão a vida.
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Porque nos ambientes controlados as coisas também se descontrolam... parece mais fácil sobreviver no descontrolo natural da Natureza na qual o homem é peixe espontâneo do que no descontrolo dos ambientes controlados.
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Sejamos inatos num aquário que também é nosso, e comportemo-nos como os outros animais, seguindo a lei da nossa Natureza, porque a morte é coisa certa … sejamos livres enquanto a espinha tem vivacidade para saltar as paredes de vidro permitindo que mergulhemos noutros mares…

“Porque no universo nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma” Lavoisier

Pandora 2009

terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Dúvidas existênciais?!?!

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E se um dia me faltar a INSPIRAÇÃO?
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...Expira profundamente até não puderes mais....
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...O corpo reagirá ao ambiente hostil...
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...Tratará de repor a homeostasia trazendo de volta a INSPIRAÇÃO...
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...Mesmo antes do colapso dos alvéolos...
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Pandora 2009

Aos pontapés á Mitologia - Caixa de Pandora + Torre de Babel

Bem lá no alto, pedra após pedra, calhau atrás de calhau…as mãos podres da arduidade do trabalho…
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...e com que objectivo? com que fundamento um Homem faz tal sacrifício?

- Para chegar ao céu, dizem eles.
- Chegar ao céu para quê?
- Mas olha lá ó Pandora, és sempre assim tão curiosa?

…era uma obra linda, nem Zeus faria melhor...
- Mas não foi Zeus que te criou?!

…eram para lá de muitas dezenas de homens fortes e musculados e mulheres altas e elegantes, uns carregavam cimento e areia, enquanto outros transportavam grandes pedras amareladas e assimétricas. Os pintores, esses a quem foi dado o poder de deixar de boca aberta aqueles que olhavam as paredes até então pálidas e desprovidas de vida, embelezavam com as mais belas pinturas a grandiosa construção que estava perto de chegar ao céu…era lindo ver como todas aquelas pessoas se entendiam perfeitamente trabalhando conjuntamente para atingir um objectivo comum…não é doce?!

Estava cansada só de os ver…tirei do bolso a minha caixa e sentei-me calada, apenas a admirar. A CAIXA! Pois é a caixa…já me esquecia dela...E é verdade sempre fui muito curiosa…talvez por isso não fosse perfeita, mas foi Zeus que quis que assim fosse quando me criou. Ele queria de certo mostrar a todos que nenhum homem pode ser tão perfeito quanto os DEUSES, sempre o ouvi dizer que não é legitimo dar ao Homem sabedoria para além da que merece pois essa será a destruição da espécie.

- E se eu abrisse a caixa?
- Abre, disseram eles ainda mais curiosos do que eu.

…A obra parou e começou tudo a olhar para mim, quase que empurrando as minhas finas mãos em direcção á tampa…julgo que foi aquela energia que os olhos dos Homens depositaram em mim que fizeram com que ela se abrisse.

…Entre tempestades e vendavais, chamas de fogo ardente sobre água límpida fez-se soar o som da maldade que se libertou e espalhou pelo mundo num ápice… no meio de um desespero e de uma vergonha profunda que me imobilizava os braços, enchi-me de força e consegui serrar os lábios malditos da caixa que um dia me havia sido oferecida por ZEUS

Sentei-me novamente e respirei tão fundo que senti o cheiro da terra que dormia debaixo dos meus pés…olhei para a construção quase a tocar o céu e tudo parecia ter parado…os Homens que ali trabalhavam já não se entendiam mais, nem eu os entendia, tinham falas e comportamentos diferentes…parece que Zeus nos deu uma valente lição…

…Limitemo-nos á nossa condição de HUMANOS e usemos o saber que temos em prol da nossa protecção e não para a autodestruição da espécie…

…Felizmente ainda há ESPERANÇA…tenho a sensação da ter deixado dentro da caixa que nunca mais abrirei…

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Pandora 2009 ( "Quem conta um conto acrescenta um ponto")