Qualquer licenciado quando termina o curso e vê as dificuldades de empregabilidade que o país atravessa, pensa na hipótese da criação de uma empresa na sua área de actuação, que possa de alguma forma render uns trocos.
Depois dos esforços que os professores fazem nos últimos dias das licenciaturas, numa tentativa de promover novas ideias empreendedoras e de revelar a sua suposta simplicidade, os estudantes ficam sem dúvida entusiasmados com as oportunidades e facilidades anunciadas.
Depois da lavagem cerebral fiquei entusiasmadissima com a ideia de trabalhar por conta própria, sem um patrão a apitar-me aos ouvidos para o resto da vida e como tal resolvi meter mãos á obra. Formulei a ideia, pensei na sua rentabilidade e comecei a pesquisar formas de financiamento.
Primeiro resolvi recorrer ao gabinete de apoio ao jovem empresário de modo a obter alguma orientação. Disseram-me que nunca tinham tratado de nada na área a que me propunha a investir por isso fizeram uns tantos encaminhamentos para outras entidades...falei com Câmara Municipal da região em causa, ARS, Direcção Geral de Saúde; ADREPS; ANJE...o que posso dizer é que se perde muito tempo e dinheiro nestas reuniões todas e bem espremido nada avança porque na verdade nunca ninguém sabe de nada, nem da maneira mais rápida de seguir em frente. Basicamente vão passando a "batata quente" uns para os outros.
Esta ideia de que ser empreendedor é algo que está facilitado parece-me uma ilusão. Não é pelo facto de terem criado algumas novidades como "empresa na hora" e afins que as borocracias diminuíram. As regras, autorizações, vistorias, decretos-lei, portarias, etc, etc continuam a ser necessárias e continua a ser preciso dar voltas e voltas para se conseguir ser empreendedor dentro dos parâmetros legais.
Não desisti da ideia, mas sei que se quiser seguir em diante o que me espera não são facilidades.
Pandora 2012
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